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Algumas simples
ações fazem a diferença na luta contra o mosquito. Por isso, tente
colocá-las na sua rotina. Não custa nada e ainda vai ajudar a salvar
vidas.
Somente se cada um fizer a sua parte poderemos vencer a batalha contra o
Aedes aegypti.
1
- Algumas simples ações fazem a diferença na luta contra o mosquito. Por
isso, tente colocá-las na sua rotina. Não custa nada e ainda vai ajudar
a salvar vidas.
2
- Mantenha os ralos limpos jogando água sanitária ou desinfetante
semanalmente. Verifique a existência de entupimento. Se não for
utilizá-los, mantenha-os vedados.
3
- Jogue no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens
usadas, potes, latas, copos, garrafas vazias, etc.
4
- Mantenha o saco de lixo bem fechado e fora do alcance de animais até o
recolhimento pelo serviço de limpeza urbana. Não jogue lixo em terrenos
baldios.
5
- Lave, principalmente por dentro, com escova e sabão os utensílios
usados para guardar água em casa, como jarras, garrafas, potes, baldes,
etc.
6
- Troque diariamente a água dos bebedouros de animais e aves e limpe-os
com escova ou bucha.
7
- Evite ter bromélias em casa. Substitua-as por outras plantas que não
acumulem água. Se preferir mantê-las, é indispensável tratá-las com água
sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água,
regando, no mínimo, duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada
nas folhas.
8 - Mantenha caixas d’água, cisternas, tonéis e outros depósitos de
água sempre bem fechados, com a tampa adequada, para impedir a entrada
do mosquito.
9
- Entregue seus pneus velhos ao serviço de limpeza urbana ou guarde-os
sem água em local coberto e abrigados da chuva.
10
- Guarde as garrafas vazias sempre de cabeça para baixo e de preferência
em local coberto.
11
- Limpe constantemente as calhas, remova tudo que possa impedir a
passagem da água, a laje e a piscina de sua casa.
12
- Instale a caixa do ar-condicionado de forma que esta não possa
acumular água.
13
- No alto de lajes e telhas também pode haver água parada. Caso more em
apartamento, peça ao porteiro que verifique o acúmulo de água no
terraço.
14
- Suspeite de garagens e subsolos. Confira se a água da chuva que cai
nas calhas circula.
15
- Depressões de terreno também são possíveis poças de água parada.
Preencha-os com areia ou pó de pedra.

No combate à dengue, não adianta só você fazer a sua
parte. Se o seu vizinho não elimina os focos do mosquito, você e sua
família também estarão correndo o risco de contrair a doença. Por isso,
é importante que você participe da mobilização de combate ao mosquito.
Quer saber como fazer isso? Veja algumas idéias que podem te ajudar a
sensibilizar o seu vizinho:
- Crie um jornal. Distribuir materiais de divulgação ressalta que a
doença ainda precisa ser discutida e mantém os moradores alerta quanto
às novidades sobre a infestação. Disponibilize neste material as últimas
notícias sobre a dengue. Indique os contatos da Secretaria de Saúde do
seu município, responsável pelo controle direto do mosquito. Liste as
dicas de como se prevenir. Qualquer material é válido: folheto, revista,
jornal, adesivo. Seja criativo.
- Faça reuniões com os moradores. Convoque os residentes da sua
vizinhança para discutir a infestação da doença na sua área. Debata com
eles sobre qual tem sido o papel de cada um no combate à dengue e o que
ainda é necessário ser feito. Procure conscientizar a todos de que o
controle só é efetivo se a participação for coletiva.
- Esclareça os funcionários do seu prédio. São os porteiros que,
normalmente, recebem os agentes de saúde e, principalmente, que devem
estar cientes de possíveis locais onde possa haver foco do mosquito.
Peça ao seu síndico que faça uma reunião com todos os funcionários do
prédio para esclarecê-los sobre os modos de combate ao mosquito, sobre
todos os possíveis criadouros, sobre a importância da visita do agente
de saúde e sobre a participação dos funcionários na própria
conscientização dos moradores.
- Estabeleça um Dia de Combate à Dengue na sua vizinhança. Quando
presente em reuniões com seus vizinhos, sugira que seja estabelecido
para cada mês um Dia de Combate à Dengue específico. Deixe bem claro que
a luta contra o mosquito deve ser diária e que o dia especial servirá
apenas para conscientizar mais pessoas da responsabilidade de combater o
mosquito.
- Motive as crianças à participação. Quando houver a oportunidade de
realizar uma comemoração com os seus vizinhos (Festa de Natal, Festa
Junina etc.), promova brincadeiras com as crianças cujo tema envolva o
combate ao mosquito da dengue. Essa é uma forma delas voltarem para casa
com o conhecimento sobre o tema.

A sua participação no combate ao mosquito é crucial
para o controle da doença. Ser um agente de mobilização é multiplicar
esforços. Chame seus amigos para participar dessa luta. Conte a eles o
que você vem fazendo para impedir que o mosquito da dengue chegue a sua
casa e explique o que eles também podem fazer.
Aconselhe-os a também passar esta idéia para os vizinhos e outros
amigos. Todos devem participar. Quanto mais gente estiver mobilizada,
mais chance temos de vencer o mosquito e a doença.
Veja algumas sugestões para mobilizar seus amigos:
- Discuta com eles as notícias dos jornais sobre o assunto
- Tente entender até onde eles conhecem o tema, e promova debates e
discussões.
- Explique quais são os focos mais comuns e como procurar por eles em
casa e na vizinhança
- Conte para eles os principais sintomas da doença e o que deve ser
feito ao sentir estes sintomas.
O
MOSQUITO TRANSMISSOR

 O
mosquito Aedes aegypti é muito
parecido com um pernilongo comum. O Aedes é mais escuro e possue
listras brancas pelo corpo e pelas patas. Tem o costume de atacar as
pessoas durante o dia. Vive e se reproduz em ambientes com água limpa,
próximos a habitação humana. Coloca seus ovos na parede de recepientes
com água, como: vasos, tambores, pneus, etc.
Locais
de incidência de criadouros, em porcentagem: vasos - 90%, os demais 10%
em ordem decrescente são latinhas e copos descartáveis, caixa d'água,
pneus, calhas.
Já
foi detectado que os ovos sobrevivem até 2 anos sem contato com a água.
E assim que tiver condições favoráveis eles eclodem e dão continuidade
ao ciclo de vida.


O
culpado pela transmissão da doença é o mosquito africano Aedes
aegypti, ou melhor, a fêmea do mosquito. As fêmeas da espécie
depositam os ovos em um lugar próximo à superfície da água (mas fora
dela, um pouco acima), que ficam aderidos à parede interna do
recipiente.
O
ciclo de vida do mosquito dura aproximadamente dez dias e machos e
fêmeas alimentam-se de néctar e sucos vegetais. Mas, depois do
acasalamento, a fêmea precisa de sangue para maturação dos ovos. E é
dessa forma que ela é capaz de transmitir o vírus do dengue ao homem.
O
dengue não é contagioso, ou seja, não é transmitido de pessoa para
pessoa. Mas se o mosquito picar alguém doente e, após o vírus ter se
multiplicado (no organismo do mosquito), picar uma pessoa sadia, ela vai
desenvolver a doença.

DADOS
SOBRE A DOENÇA
 Sintomas:
Os
seguintes sintomas podem fazê-lo suspeitar de Dengue:
Dor de cabeça;
Dor nos olhos;
Febre alta muitas vezes (passando de 40 graus);
Dor nos músculos e nas juntas;
Manchas avermelhadas por todo o corpo;
Falta de apetite;
Fraqueza; e em alguns casos, sangramento de gengiva e nariz.

TRATAMENTO DA DOENÇA
Infelizmente,
não há tratamento específico para o dengue clássico, a versão menos
grave da doença. O que os médicos fazem é combater os sintomas com
antitérmicos e analgésicos. Casos mais graves de dengue hemorrágica
exigem internação e reposição líquida, para repor a perda de sangue.
Mas
a pessoa infectada deve beber muito líquido, descansar e evitar tomar
antiinflamatórios e ácido acetilsalicílico (substância presente em
remédios como Aspirina e AAS), porque eles favorecem as hemorragias. "O
ácido acetilsalicílico altera o mecanismo de coagulação, por isso deve
ser evitado. Isso não quer dizer que se a pessoa com dengue tomar esse
medicamento vai morrer. A doença não é tão grave e menos de 1% dos
pacientes que tem as manifestações mais sérias morrem", explica Luiz
Jacintho da Silva, superintendente do Sucen (Superintendência de
Controle de Endemias), órgão da Secretaria de Saúde do Estado de São
Paulo.
Cuidado:
não esqueça que se automedicar é uma atitude perigosa e totalmente
desaconselhada pelos médicos. Mesmo assim, diante da epidemia de uma
dengue, se você precisar de algum analgésico, prefira os à base de
Paracetamol (como Acetofen, Parador, Trimedal, Tylenol) ou dipirona
(como Anador, Analgex, Novalgina).
Aspectos Epidemiológicos:
Segundo
o Guia de Doenças da Fundação Nacional de
Saúde, o dengue é uma doença febril aguda, de etiologia viral e de
evolução benígna na forma clássica, e grave quando se apresenta na forma
hemorrágica.
O
dengue é hoje a mais importante arbovirose que afeta o homem e
constitui-se em sério problema de saúde pública no mundo, especialmente
nos países tropicais, onde as condições do meio ambiente favorecem o
desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti, principal
mosquito vetor.
Não
existe vacina contra o dengue e por isso é difícil se prevenir contra
ele - mas não é impossível e você é uma grande aliada nessa batalha. É
que, para a contaminação ser evitada, é preciso combater a proliferação
do mosquito. As secretarias de saúde tomam uma série de medidas nas
áreas em que há focos de dengue, como visitas aos imóveis de determinada
área para remover recipientes, destruir e fazer tratamento químicos nos
criadouros. Quando não conseguem remover algum objeto, os técnicos
aplicam larvicidas de baixa toxidade ou inseticidas especiais.
Infelizmente,
os inseticidas comuns não resolvem o problema. Funcionam, no máximo,
contra o inseto. Por isso, o jeito é não deixar acumular água limpa e
parada dentro e fora de casa.
Agente Etiológico:
O
vírus do Dengue é um arbovírus do gênero Flavivírus, pertencente
à família Flaviviridae. São conhecidos
quatro sorotipos: 1, 2, 3 e 4.

Vetores Hospedeiros:
Os
vetores são mosquitos do gênero Aedes. Nas Américas, o vírus do
Dengue persiste na natureza mediante o ciclo de transmissão homem -
Aedes aegypti - homem. O Aedes albopictus, já presente nas
Américas e com ampla dispersão na Região Sudeste do Brasil, é o vetor de
manutenção do Dengue na Ásia, mas até o momento não foi associado à
transmissão do vírus do Dengue nas Américas. A fonte da infecção e
hospedeiro vertebrado é o homem. Foi descrito na Ásia e na África um
ciclo selvagem envolvendo o macaco.
Modo de Transmissão:
A
transmissão se faz pela picada dos mosquitos Aedes aegypti, no
ciclo homem - Aedes aegypti - homem. Após um repasto de sangue
infectado, o mosquito está apto a transmitir o vírus, depois de 8 a 12
dias de incubação extrínseca. A transmissão mecânica também é possível,
quando o repasto é interrompido e o mosquito, imediatamente, se alimenta
num hospedeiro susceptível próximo. Não há transmissão por contato
direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia, nem de
fontes de água ou alimento.

Período de Incubação:
Varia
de 3 a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias.
Período de
Transmissibilidade:
A
transmissão ocorre enquanto houver presença de vírus no sangue do homem
(período de viremia). Este período começa um dia antes do aparecimento
da febre e vai até o 6º dia da doença.
Suscetibilidade e Imunidade:
A
suscetibilidade ao vírus do Dengue é universal.
A
imunidade é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga). Entretanto, a
imunidade cruzada (heteróloga) existe temporariamente.
A
fisiopatogenia da resposta imunológica à infecção aguda por Dengue pode
ser: primária e secundária. A resposta primária se dá em pessoas não
expostas anteriormente ao flavivírus e o título de anticorpos se
eleva lentamente. A resposta secundária se dá em pessoas com infecção
aguda por dengue, mas que tiverem infecção prévia por flavivírus
e o título de anticorpos se eleva rapidamente em níveis bastante altos.
A suscetibilidade em relação à FHD não está totalmente esclarecida.

Características Clínicas e
Diagnóstico diferencial:
- A febre é a primeira
manifestação e de início repentino.
- A febre geralmente é
alta, mais de 38oC (quando o paciente não faz uso de antitérmico).
- A prostração é intensa
nos adultos e pode-se arrastar mesmo após o término da febre.
- Nas crianças pequenas o
Dengue assemelha-se mais a uma infeção viral inespecífica, sendo os
sintomas mais freqüentes a febre, o exantema (vermelhidão), o vômito
e nas que já falam, a dor abdominal. Já a
prostração é menos intensa.
- O exantema nas pessoas
de pele branca é máculo-papuloso, de cor avermelhada, com limites
irregulares da mácula de base.
- Em pessoas de pele negra
ou morena, o exantema caracteriza-se mais pelas pequenas pápulas.
- O exantema sempre
aparece de uma vez, não apresentando seqüência ou uniformidade na
distribuição.
- O exantema pode aparecer
em parte do corpo ou atingir o corpo todo. Pode ser tão intenso que
chega a coalescer. Pode aparecer também nas palmas das mãos.
- A maioria dos pacientes
com exantema queixa-se de prurido e em alguns este sintoma é
bastante intenso.
- É raro o aparecimento de
sintomas respiratórios (coriza, tosse, dor de garganta). Se
estiverem presentes sem exantema, a suspeita é de gripe ou
resfriado.
- A febre com exantema,
sintomas respiratórios e a presença de linfonodos palpáveis,
principalmente os retro-cervicais faz pensar mais em Rubéola.
- A febre com Koplik,
conjuntivite, coriza intensa, tosse, exantema seqüencial (1o dia
cabeça, 2o dia parte superior do tronco e membros superiores, 3o dia
tronco inferior e membros inferiores) faz pensar mais em Sarampo.
- Em caso de febre com
exantema (pele em lixa), amigdalite purulenta, língua saburrosa,
pode ser Escarlatina
- No exantema
máculo-papuloso com evolução para hemorrágico, pensar nas
Ricketsioses (epidemiologia positiva para carrapatos na febre
maculosa) e na meningococcemia..
- Deve-se pesquisar os
sinais clássicos da síndrome de irritação meníngea (rigidez de nuca,
sinais de Kernig e Brudzinski) pois a febre alta, a cefaléia e
vômitos são sintomas comuns aos dois quadros, Meningite e Dengue.

Ações Clínicas:
- Realizar prova do
laço (garrotear braço por um minuto e observar formação de
mancha vermelha no mesmo) buscando identificar casos com tendências
a alterações hemorrágicas.
- Encaminhamento imediato
para realização de hematócrito (exame de
sangue) e dosagem de plaquetas de todos os casos com prova do
laço positiva e de todos os casos com alterações hemorrágicas, como:
petéquias (bolinhas vermelhas no corpo), púrpuras (manchas
avermelhadas no corpo), epistaxe (saliva com sangue), gengivorragias
(sangramento nas gengivas), hemoptise (catarro com sangue),
hematúria (urina com sangue), metrorragias (sangramento da pele),
hematêmese (vômito com sangue), melena (sangue nas fezes), etc.
Acompanhamento clínico-laboratorial desses casos até o 7o dia da
doença.
- Encaminhamento para
internação de todos os casos com sinais de alerta ou choque.
- Comunicação imediata por
telefone com a Vigilância Epidemiológica dos Distritos de todos os
casos com alterações hemorrágicas.
- Prescrição de
antitérmico a base de Paracetamol (Tylenol).
- Orientação do paciente
quanto: ao não uso de medicamentos que contenham Ácido Acetil
Salicílico.
- Orientação do paciente
para banhos frios ou banhos com amido de milho (Maizena - 1 colher
de sopa para cada 10 litros de água) ou prescrição de pasta d'água
para alívio do prurido.
- Orientação do paciente à
ingestão freqüente de líquidos.
- Orientação do paciente à
busca de atendimento imediato caso apareçam sinais ou sintomas de
hemorragias, de hipotensão (pressão baixa) ou pré-choque (sinais de
alerta).
- Fornecer atestado para
afastamento do serviço.


Distribuição geográfica:
Nas
Américas: o Dengue tem sido relatado nas Américas há mais de 200 anos.
Na década de 50, a Febre Hemorrágica do Dengue - FHD foi descrita, pela
primeira vez, nas Filipinas e Tailândia. Após a década de 60, a
circulação do vírus do Dengue intensificou-se nas Américas. A partir de
1963, houve circulação comprovada dos sorotipos 2 e 3 em vários países.
Em 1977, o sorotipo 1 foi introduzido nas Américas, inicialmente pela
Jamaica. A partir de 1980, foram notificadas epidemias em vários países,
aumentando consideravelmente a magnitude do problema. Cabe citar: Brasil
(1982/1986-1996), Bolívia (1987), Paraguai (1988), Equador (1988), Peru
(1990) e Cuba (1977/1981). A FHD afetou Cuba em 1981 e foi um evento de
extrema importância na história do Dengue nas Américas. Essa epidemia
foi causada pelo sorotipo 2, tendo sido o primeiro relato de Febre
Hemorrágica do Dengue ocorrido fora do Sudoeste Asiático e Pacífico
Ocidental. O segundo surto ocorreu na Venezuela, em 1989, e, em
1990/1991, alguns casos foram notificados no Brasil (Rio de Janeiro),
bem como em 1994 (Fortaleza - Ceará).
No
Brasil: há referências de epidemias em 1916, em São Paulo, e em 1923, em
Niterói, sem diagnóstico laboratorial. A primeira epidemia documentada
clínica e laboratorialmente ocorreu em 1981-1982, em Boa Vista -
Roraima, causada pelos sorotipos 1 e 4. A partir de 1986, foram
registradas epidemias em diversos estados. A mais importante ocorreu no
Rio de Janeiro onde, pelo inquérito sorológico realizado, estima-se que
pelo menos 1 milhão de pessoas foram afetadas pelo sorotipo Den 1, nos
anos 1986/1987. Outros estados (Ceará, Alagoas, Pernambuco, Bahia, Minas
Gerais, Tocantins, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul)
notificaram surtos no período de 1986/1993.
A
introdução do sorotipo 2 foi detectada em 1990, no estado do Rio de
Janeiro. Posteriormente, foi identificado também em Tocantins, Alagoas e
Ceará. Atualmente existe transmissão de dengue em 20 Estados, com
circulação simultânea dos sorotipos Den 1 e Den 2 em 14 deles.
Os
casos de FHD registrados no estado do Rio de Janeiro após a introdução
do sorotipo 2 (foram confirmados 462 casos e 8 óbitos em 1990/91), de
uma forma geral, não apresentaram manifestações hemorrágicas graves, não
necessitando portanto de internação hospitalar. O atendimento
ambulatorial permitiu acompanhar os pacientes e orientá-los em relação à
procura de assistência médica. A faixa etária mais atingida foi a de
maiores de 14 anos.



ALGUMAS
DÚVIDAS SOBRE A DOENÇA
Seguem-se
algumas dúvidas sobre a doença. As seis primeiras foram respondidas pelo
infectologista Edimilson Migowski da UFRJ e as dez seguintes, publicadas
no Jornal do Brasil de 24/02/02, p.24.
- É
possível distinguir a picada do Aedes aegypti da de um
mosquito comum ?
Não. As sensações de incômodo ou dor são semelhantes às causadas
pela de qualquer outro mosquito.
- Como
age o vírus da dengue no corpo humano, após a picada do Aedes?
O vírus invade alguma célula (pode ser do fígado ou um glóbulo
branco, por exemplo) e dá início a um processo de multiplicação, até
que esta se rompa. A partir daí, outras células são invadidas, até
que o sistema imunológico identifique a ação e crie anticorpos. Esse
processo se dá, geralmente, no quinto ou sexto dia de doença. A
morte por dengue acontece quando a pessoa sofre uma lesão muito
grave no fígado, desidrata ou tem grande queda de pressão arterial
ou do número de plaquetas.
- A
pessoa pode estar com a doença e apresentar apenas alguns dos
sintomas --- não ter enjôos e vômito, por exemplo ?
Sim. A intensidade dos sintomas varia muito de pessoa para pessoa. A
febre e as dores no corpo, entretanto, são comuns a todos. Deve-se
procurar um médico a partir da primeira desconfiança.
- A
pessoa pode confundir a dengue com uma virose ou gripe forte ? Como
saber a diferença ?
Sim. Manchas avermelhadas pelo corpo podem ser um diferencial, mas
elas não aparecem em todos os infectados. Para ter certeza, é
preciso procurar atendimento médico e fazer exames.
-
Piscinas podem ser uma ameaça ?
Se estiverem recebendo tratamento adequado com aplicação correta de
cloro, não. Caso contrário, serão grandes
criadouros de mosquitos.
- Quais
os inimigos naturais do Aedes aegypti?
São os mesmos de qualquer mosquito: aranhas, pássaros, libélulas,
lagartixas, morcegos, sapos e pererecas.
- Os
fumacês são indispensáveis nas ruas para eliminar os
focos do Aedes aegypti?
Não. A ação é limitada, já que o inseticida só mata os mosquitos
adultos. Além disso, como a maioria dos focos (cerca de 70%) está
nas casas, nem sempre o veneno surte efeito.
-
Apenas quem tem dengue mais de uma vez desenvolve a forma
hemorrágica?
Não. A maioria dos casos hemorrágicos ocorre na reincidência da
doença. Isto não impede, embora seja mais raro, que alguns
desenvolvam a forma mais grave no primeiro ataque do mosquito. A
vítima pode, por exemplo, estar debilitada por outra infecção.
- Quem
tem dengue deve tomar Tylenol, para curar-se da doença
?
Sim, após consultado um médico. O medicamento atua sobre os
sintomas, como febre e dores no corpo. A automedicação deve ser
evitada, pois existe o perigo de intoxicação.
Aos primeiros sintomas, deve-se procurar o médico.
- O
Aedes aegypti só ataca as pessoas de dia ?
Quase sempre, sim. O mosquito tem hábitos diurnos. Mas, se
estiver faminto, pode, embora isto seja mais raro, picar também
durante a noite.
- Só a
dengue hemorrágica é fatal ?
Não. A dengue clássica também pode matar, se a vítima já
estiver debilitada. Pessoas com histórico de
doenças cardíacas podem infartar.
-
Evita-se o mosquito, aplicando repelente no corpo três vezes ao dia
?
Sim. O odor do produto afasta mesmo o mosquito. Perfumes também têm
esse efeito. O problema é que, com a transpiração, o repelente
também é eliminado. Deve-se ter cuidado também com o uso
indiscriminado em crianças, devido ao risco de terem reações
alérgicas ao produto.
-
Velas à base de
andiroba eliminam o risco de a pessoa pegar dengue em casa ?
Sim. O produto realmente inibe o mosquito. Mas seu raio de ação é
limitado aos cômodos em que é usado.
- Para
evitar o mosquito, basta ingerir diariamente comprimidos de
Complexo B?
Não. Os especialistas divergem sobre a eficácia do método. Até hoje
não existe comprovação científica.
- Em
casa, os vasos de planta concentram os principais focos de larvas e
ovos do Aedes aegypti?
Não. Fontes d´água potável, como poços e caixas d´água,
oferecem mais condições que os vasos. Devem
ser mantidos vedados.
-
Pingar algumas gotas de água sanitária nos vasos de planta
evita que o mosquito deposite ovos no local ?
Sim. A fórmula caseira realmente faz efeito, já que as larvas se
desenvolvem em água limpa. Mmas existem outras opções, como usar
borra de café ou regar as plantas com um pouco de sal diluído.

COMO EVITAR A DOENÇA

- Evite deixar plantas em
vasos com água, substituindo a água por terra.
- Troque semanalmente a
água dos vasos das plantas e lave com uma escova ou pano os
pratinhos que acumulam água.
- Lave as jarras de flores
para eliminar os ovos dos mosquitos que ficam grudados nas suas
paredes.
- As latas vazias devem
ser furadas antes de serem jogadas fora, para não acumular água.
- As garrafas vazias devem
ser guardadas de boca para baixo, pelo mesmo motivo anterior.
- Lave os bebedouros dos
animais com escova ou bucha e esvazie-os à noite, sempre que
possível.
- Pneus velhos devem ser
mantidos em lugares cobertos, para não acumular água da chuva.
- Os poços, tambores,
caixas d´água, cisternas e outros depósitos de água devem estar
sempre tampados.
- O lixo caseiro deve
estar ensacado e posto à disposição da limpeza urbana nos horários
previstos.
- Regue as plantas com
solução de água sanitária (hipoclorito de sódio, na
base de 40 gotas ou 1 colher de chá por litro de água), pelo menos 2
vezes por semana; principalmente as BROMÉLIAS.
- Abrir as janelas de sua
casa quando o fumacê passar.
- Usar repelentes, velas
de andiroba, mosquiteiros, telas nas portas e janelas e
equipamentos elétricos de tomada.

LINKS
Outros
sites a respeito da Dengue:
Dengue: perguntas e respostas
1. O que é dengue?
·
É uma virose transmitida por um tipo de
mosquito (Aëdes aegypti) que pica apenas durante o dia, ao
contrário do mosquito comum (Culex), que pica de noite. A
infecção pode ser causada por qualquer um dos quatro tipos (1, 2, 3 e 4)
do vírus do dengue, que produzem as mesmas manifestações. Em geral, o
início é súbito com febre alta, dor de cabeça e muita dor no corpo. É
comum a sensação de intenso cansaço, a falta de apetite e, por vezes,
náuseas e vômitos. Podem aparecer manchas vermelhas na pele, parecidas
com as do
sarampo ou da
rubéola, e prurido (coceira) no corpo. Pode ocorrer, às vezes,
algum tipo de sangramento (em geral no nariz ou nas gengivas). O dengue*
não é transmitido diretamente de uma pessoa para outra.
2. O que deve ser feito e quais
cuidados são importantes para uma pessoa que acha que está com dengue?
·
Procurar um
Serviço de Saúde logo no começo das manifestações. Diversas
doenças são muito parecidas com o dengue, e têm outro tipo de
tratamento.
·
Informar ao médico se estiver em uso de
qualquer remédio. Alguns medicamentos utilizados no tratamento de
outras doenças (Marevan®, Ticlid® etc.) podem aumentar o risco de
sangramentos.
·
O tratamento do dengue é feito com
hidratação. Beber bastante líquido, evitando-se as bebidas com cafeína
(café, chá preto). Não é preciso fazer nenhuma dieta.
·
Os medicamentos não alteram a
evolução do dengue e são empregados apenas para atenuar as
manifestações da doença (dor, febre).
·
Não tomar remédios por conta própria.
Todos os medicamentos podem ter efeitos colaterais e alguns que
podem até piorar a doença.
·
Não tomar nenhum remédio para dor ou para
febre que contenha ácido acetil-salicílico (AAS®, Aspirina®,
Melhoral® etc.) - que pode aumentar o risco de sangramento.
·
Os antiinflamatórios (Voltaren®,
Profenid® etc.) também não devem ser utilizados como antitérmicos
pelo risco de efeitos colaterais, como hemorragia digestiva e reações
alérgicas.
·
Os remédios que contém dipirona (Novalgina®,
Dorflex®, Anador® etc.) devem ser evitados sem prescrição médica,
pois podem diminuir a pressão ou, às vezes, causar manchas de pele
parecidas com as do dengue.
·
O paracetamol (Dôrico®, Tylenol®
etc.), mais utilizado para tratar a dor e a febre no dengue,
deve ser tomado rigorosamente nas doses e no intervalo prescritos
pelo médico, uma vez que em doses muito altas pode causar lesão
hepática.
3. Como é feito o diagnóstico de
dengue?
·
O diagnóstico inicial de dengue é
clínico (história + exame físico da pessoa) feito essencialmente por
exclusão de outras doenças. É muito importante, por exemplo, saber se a
pessoa não está com
doença meningocócica (meningite ou meningococcemia)
ou
leptospirose que são tratáveis com antibióticos. Feito o
diagnóstico clínico de dengue, alguns exames (hematócrito,
contagem de plaquetas) podem trazer informações úteis quando analisados
por um médico, mas não comprovam o diagnóstico, uma vez que também podem
estar alterados em várias outras infecções. A comprovação do
diagnóstico, se for desejada por algum motivo, pode ser feita através de
sorologia (exame que detecta a presença de anticorpos contra o vírus do
dengue), que começa a ficar reativa ("positiva") a partir do quarto dia
de doença.
4. É necessário esperar o
resultado de exames para iniciar o tratamento?
·
Não. Uma vez que, excluídas
clinicamente outras doenças, o dengue passa a ser o diagnóstico mais
provável, os resultados de exames (que podem demorar muito) não podem
retardar o início do tratamento. O tratamento do dengue é feito, na
maioria das vezes, com uma solução para reidratação oral (disponível nos
Serviços de Saúde), que deve ser iniciada o mais rápido
possível.
5. A comprovação do diagnóstico
de dengue é útil para o tratamento da pessoa doente?
·
Não. A comprovação sorológica do
diagnóstico de dengue poderá ser útil para outras finalidades
(vigilância epidemiológica, estatísticas) e é um direito do doente, mas
o resultado do exame comumente estará disponível apenas após a pessoa
ter melhorado, o que o torna inútil para a condução do tratamento. O
exame sorológico também não permite dizer qual o tipo de vírus que
causou a infecção (o que é irrelevante) e nem se o dengue é
"hemorrágico".
·
Quando o exame sorológico é realizado logo
no começo da doença, um resultado "negativo" não permite afastar o
diagnóstico de dengue. Nesse caso é necessária uma segunda amostra
colhida, em geral, cerca de duas semanas após a primeira. Uma única
amostra colhida após o décimo dia de doença permite uma certeza maior se
o resultado for "negativo". O exame sorológico permite detectar uma
infecção recente por cerca de dois meses, e poderá ser realizado mesmo
após a pessoa ter ficado curada (nesse caso basta apenas uma amostra de
sangue). Em qualquer dessas situações, o diagnóstico estará confirmado
se o exame for "positivo".
6. O que é dengue "hemorrágico"?
·
Dengue "hemorrágico" é a forma mais grave
da doença. Apesar do nome, que é impreciso, o principal perigo do dengue
"hemorrágico" não são os sangramentos, mas sim a pressão arterial muito
baixa (choque). É importante saber que outras doenças podem ser muito
parecidas com o dengue. Na
doença meningocócica, por exemplo, a pessoa fica grave
muito mais rápido (logo no primeiro ou segundo dia de doença) do
que no dengue.
·
O dengue pode se tornar mais grave apenas
quando a febre começa a diminuir. O período mais perigoso está nos três
primeiros dias depois que a febre começa a desaparecer. Pode aparecer
qualquer uma destas alterações:
o
dor no fígado (nas costelas, do lado
direito)
o
tonteiras, desmaios
o
pele fria e pegajosa, suor frio
o
sangramentos
o
fezes escuras, parecidas com borra de café
7. O que fazer se aparecer
qualquer um destas manifestações?
·
Procurar imediatamente o
Centro Municipal de Saúde, a
Unidade de Pronto-Atendimento ou o
Hospital mais próximo.
8. O dengue "hemorrágico" só
ocorre em quem tem dengue pela segunda vez?
·
Não. A forma grave do dengue também pode
ocorrer em quem tem a doença pela primeira vez.
9. O dengue "hemorrágico" é
obrigatório em que tem a doença pela segunda vez?
·
Não. O risco é maior do que na primeira
infecção, mas a imensa maioria das pessoas que têm a doença pela segunda
ou terceira vez não apresenta a forma grave do dengue.
10. O que é a "prova do laço"?
·
É um procedimento (obsoleto) realizado com
o aparelho de pressão, na tentativa de verificar fragilidade dos
capilares (pequenos vasos sangüíneos). O aparelho é mantido inflado por
cinco minutos em uma pressão intermediária entre a máxima e a mínima (o
que pode ser desconfortável), com o objetivo de verificar a produção de
petéquias (pequenos pontos avermelhados). É considerado positivo quando
aparecem mais de 20 petéquias por polegada quadrada (cerca de 2,5 cm2).
11. A "prova do laço" é útil no
diagnóstico de dengue?
·
Não. Além do dengue, a "prova do laço"
pode estar positiva em diversas outras doenças (doença
meningocócica,
leptospirose,
rubéola etc) e até em pessoas saudáveis. Também pode
estar negativa nos casos de dengue, inclusive nos mais graves
("hemorrágicos"). Não ajuda, portanto, a concluir se a pessoa está ou
não com dengue ou se o dengue é mais grave.
·
Verificar a pressão arterial de uma pessoa
com suspeita de dengue é um procedimento essencial. No entanto,
manter ocupado o aparelho de pressão por cinco minutos, quando
multiplicados pelas centenas de pessoas que podem procurar um Serviço de
Emergência, resulta apenas em mais demora (inútil) no atendimento e
desconforto (desnecessário) para os doentes.
12. Quantas vezes uma pessoa
pode ter dengue?
·
Até quatro vezes, pois existem quatro
tipos diferentes do vírus do dengue (1, 2, 3 e 4). No Rio de Janeiro,
até agora, existem os tipos 1, 2 e 3. Cada vez que a pessoa tem dengue
por um tipo, fica permanentemente protegido contra novas infecções por
aquele tipo. É por isso que só se pode ter dengue quatro vezes.
13. Quem teve dengue fica com
alguma complicação?
·
Não. A recuperação costuma ser total. É
comum que ocorra durante alguns dias uma sensação de cansaço, que
desaparece completamente com o tempo.
14. Todo mundo que é picado pelo
Aëdes fica doente?
·
Não. Primeiro é preciso que o Aëdes
esteja contaminado com o vírus do dengue. Além disso, cerca de metade
das pessoas que são picadas pelo mosquito que tem o vírus não apresenta
qualquer sintoma.
15. O que fazer para diminuir o
risco de pegar dengue?
·
O Aëdes aegypti é um mosquito
doméstico, que vive dentro ou nas proximidades das
habitações. O único modo possível de evitar ou reduzir a duração de uma
epidemia e impedir a introdução de um novo tipo do vírus do dengue é a
eliminação dos transmissores. Isso é muito importante porque, além do
dengue, o Aëdes aegypti também pode transmitir a
febre amarela.
·
O "fumacê" é útil para matar os mosquitos
adultos, mas não acaba com os ovos. Por isso, deve ser empregado apenas
em períodos de epidemias com o objetivo de interromper rapidamente a
transmissão. O mais importante é procurar acabar com os criadouros dos
mosquitos. Qualquer coleção de água relativamente limpa e parada,
inclusive em plantas que acumulam água (bromélias), pode servir de
criadouro para o Aëdes aegypti.
·
O viajante (ou o residente em áreas de
transmissão) - principalmente em períodos de epidemia - deve usar,
sempre que possível, calças e camisas de manga comprida, e
repelentes contra insetos à base de dietiltoluamida (DEET) ou picaridina
nas áreas expostas do corpo, não ultrapassando a concentração máxima
recomendada para cada substância (repelentes não devem ser utilizados em
crianças com idade menor que dois meses). Como a freqüência de uso
depende da concentração, antes de adquirir um repelente, é importante
certificar-se da concentração de DEET (ou picaridina) no produto e
seguir as instruções do fabricante. As concentrações usualmente
recomendadas são de 30% a 35% (máximo de 50%) para o de DEET e de 20%
para a picaridina. Em hipótese alguma devem ser utilizados
inseticidas na pele. Em períodos de epidemia os inseticidas podem
ser empregados nas habitações durante dia, através de espirais ou
dispositivos elétricos de liberação prolongada. A utilização de
"mosquiteiros", também durante o dia, pode ser útil para proteger
crianças de berço ou pessoas que estejam acamadas.
16. O que pode ser feito para
eliminar o mosquito que pode transmitir o dengue e a febre amarela?
·
Os governantes não devem se omitir em
executar tarefas básicas fundamentais para o controle da proliferação do
Aëdes aegypti como, por exemplo, a coleta regular de lixo
(evita que objetos possam servir ao acúmulo de água) e a implantação de
redes de distribuição de água potável (evita que as pessoas sejam
obrigadas a manter recipientes contendo água para consumo na
residência, ou seja, criadouros potenciais do transmissor).
·
A população deve fazer a parte que é
possível a ela. Não se deve deixar objetos que possam acumular água
expostos à chuva. Qualquer recipiente contendo água (como caixas d'água)
deve ser cuidadosamente limpo e tampado. Não adianta apenas trocar a
água, pois os ovos do mosquito ficam aderidos às paredes dos
recipientes. Portanto, o que pode e deve ser feito, em casa,
escolas, creches e no trabalho, é:
o
substituir a água dos vasos das plantas
por terra e esvaziar o prato coletor, lavando-o com auxílio de uma
escova.
o
não deixar acumular água nas calhas do
telhado.
o
não deixar expostos à chuva pneus velhos
ou objetos (latas, garrafas, tampas de garrafas, cacos de vidro etc.)
que possam acumular água.
o
acondicionar o lixo domiciliar em sacos
plásticos fechados ou latões com tampa.
o
tampar cuidadosamente caixas d'água,
filtros, barris, tambores, cisternas etc.
Verdades e
mentiras sobre a dengue
Ar condicionado e ventiladores matam o mosquito
Mentira! - Quando se usa o ar condicionado a
temperatura e a umidade baixam, isso inibe o mosquito. Ele tem mais
dificuldade para detectar onde estará a possível vítima de sua picada.
Porém não morrerá. Estes aparelhos apenas espantam o mosquito que poderá
voltar em outro momento quando eles estiverem desligados.
Para matar os ovos do mosquito, basta
secar os reservatórios de água parada
Mentira! - Não é apenas o simples ato de secar os
reservatórios de água parada que irá impedir o mosquito da dengue de se
reproduzir. É preciso limpar o local também, pois o ovo ainda pode ser
manter vivo por mais de um ano sem água.
Repelentes são fundamentais no combate à
dengue
Mentira! - Repelentes, velas de citronela ou
andiroba, ao contrário do que muita gente pensa, não têm muito efeito no
combate à dengue, pois têm resultado indeterminado e temporário.
Apenas a fêmea do mosquito
pica
Verdade! - Ela necessita do sangue em seu organismo
para amadurecer seus ovos e assim dar seqüência no seu ciclo de vida.
Ela pode colocar até 500 ovos durante o seu tempo de vida, que varia de
30 a 45 dias, tempo suficiente para picar até 300 pessoas.
Tomar vitamina B e comer alho afasta o
mosquito
Mentira! - Apesar de ser verdade que o mosquito é
atraído de acordo com a respiração e o gás carbônico exalado pela
pessoa, a ingestão de vitamina B - alho ou cebola também (que têm cheiro
eliminado pela pele) - não é uma medida eficaz de combate à dengue.
Tomar vitamina B pode afastar mosquito, mas isso não dura muito e também
irá variar de acordo com o metabolismo de cada pessoa, podendo até não
ter efeito algum.
O mosquito da dengue pica apenas durante o
dia
Verdade! - O mosquito pica apenas durante o dia,
mas não faz zumbido.
As picadas só acontecem nas pernas
Mentira! - O mosquito pode picar o braço ou
qualquer outra área exposta do corpo.
As pessoas podem pegar a
doença mais de uma vez
Verdade! - Existem quatro sorotipos de vírus da
dengue. Se uma mesma pessoa for picada por um mosquito que transmita o
vírus de um tipo diferente do que ela já teve, ela poderá desenvolver a
doença novamente, com risco até de uma forma mais grave.
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